Cristo vive: a sua juventude não é uma sala de espera

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Chama Forte

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É comum a sociedade contemporânea encarar a juventude apenas como uma fase de preparação, uma “sala de espera” onde se aguarda a chegada da vida adulta para, só então, começar a tomar decisões definitivas e relevantes. O Papa Francisco, contudo, desfaz esse mito de forma contundente: os jovens não são o “futuro” da Igreja ou do mundo; eles são o agora de Deus.

O chamado de Jesus nunca é uma proposta para quando o tempo for conveniente ou quando tudo estiver perfeitamente resolvido. Quando Cristo passou às margens do Lago de Genesaré e chamou os primeiros discípulos, Ele o fez no meio do trabalho, da incerteza e da juventude deles. A resposta exigiu coragem imediata para deixar as redes e seguir um caminho novo.

A vocação não é uma fórmula estática nem um mapa inteiramente desenhado; é a história de uma amizade pessoal com Jesus. Nessa amizade, Ele não nos tira a liberdade nem apaga os nossos sonhos; ao contrário, desperta em nós o desejo de arriscar, de abandonar a apatia e a cultura da acomodação. O risco de não escolher por medo de errar é, na verdade, a maior das escolhas erradas, pois paralisa a alma.

Viver a juventude sob o olhar da vocação significa entender que o presente é o momento da doação. Seja nas salas de aula, no início da carreira profissional, nos namoros edificantes ou nos discernimentos mais profundos, cada dia é uma oportunidade de responder com generosidade à pergunta fundamental de Cristo: “Que procurais?”